A STCP veio agora anunciar, que o passageiro que foi distinguido na Semana da Mobilidade, era carteirista.
O anúncio do sucedido, foi feito durante uma acção de sensibilização, precisamente para alertar os passageiros daquele serviço de transporte, para o furto de carteiras, que acontece regularmente.
A notícia que foi publicada no JN "Melhor cliente da STCP era carteirista", serviu também para lançar uma campanha “Operação Festas Felizes” que agora teve início ...mas que termina "já" no dia 1 – presumo que seja 1.º dia de Janeiro de 2012?
Melho dizendo, a partir desse dia e nos restantes dias do ano os “carteiristas do governo” terão toda a liberdade para dar continuidade ao seu "trabalhinho", dando assim seguimento a aumentos, tal como fizeram durante o ano que vai terminar dentro de dias.
Os utentes dos transportes públicos, durante o período em que não houve "dispositivo reforçado", foram assaltados duas vezes, uma em Janeiro, bem acima da inflacção e outra em Agosto último, que se cifrou em mais de 15%, agora como estamos na época de Natal os aumentos pararam, ...para que os pobres tenham uma folga e canalizem do pouco que têm para a compra de uns “pacotes” de massa ou açúcar para os restantes pobres... mas logo a seguir ao dia 1 de 2012, o tal dia em que termina a dita “Operação”, lá virão novamente os carteiristas retomar o seu "serviço"... mas não serão os carteiristas do costume, ...são os outros! São aqueles que nos assaltam em directo – perante as câmaras de televisão e da restante imprensa escrita e falada... – esses que não se escondem para anunciar aumentos, que mais parecem roubos, estes é que são os verdadeiros artistas.
Ou seja, durante o resto do ano, podemos ser assaltados de todas a maneiras e feitios, mas no período do Natal a coisa muda de linha...
Foi aprovado o Orçamento de Estado para 2012 e por tudo o que já chegou ao meu conhecimento e a todos os portugueses, nada de bom nos espera para o próximo e anos seguintes, visto nele nada constar para que haja crescimento económico, bem pelo contrário, Portugal irá ficar mais pobre, mais dependente da boa vontade dos que dizem que nos estão a “ajudar”.
A oposição a estas políticas ficou-se pelos mesmo do costume, que, e muito bem reclamam que este OE é injusto e não tem equidade na distribuição dos sacrifícios, impostos àqueles que já pouco têm e com a entrada em cena da coligação da direita, tem vindo a perder o resto que tinham em que se inclui a esperança, que será uma miragem ao alcance, apenas de alguns.
Os ordenados dos portugueses não acompanham a evolução dos preços, seja no que diz respeito aos produtos de primeira necessidade, seja em relação a outros artigos e serviços que precisamos diariamente, é o caso dos transportes, a saúde e educação.
Mesmo depois desta constante desvalorização, ainda há quem defenda ainda mais a redução dos salários em nome da competitividade, o que já irá acontecer proximamente, uma vez que poderemos vir a trabalhar mais ½ hora diária, ...à borla, o que faz baixar o salário.
Esta semana chegou-me aos ouvidos uma história contada por um amigo, referente a alguém que comprou um frigorífico numa casa de referência da cidade onde vivemos.
A sua compra foi decidida em família, influenciado pela leitura de um folheto daqueles que nos colocam todos os dias na caixa do correio, mesmo que lá tenha o rótulo a dizer “Aqui publicidade não”.
Assim, a decisão foi tomada recorrendo ao voto familiar, composta por quatro pessoas, a mãe Maria de seu nome, o António era o pai, mais dois filhos, a Paula e o Paulinho. Os pais votaram a favor da compra, já os dois filhos, não estiveram de acordo, votaram contra, estavam perante um empate técnico, mas o António, usou de um trunfo que estava arrumado num quarto distante, tratava-se de alguém que “não contava para o totobola”, senão em momentos especiais, tratava-se da avô Mila – uma espécie de Golden Share – que o chefe de família apenas chamava e usava quando não tinha a maioria a seu lado, mesmo assim a avô Mila optou por se colocar do lado dos mais velhos... e mais uma vez confiou nas promessas do António...
Primeiro, anunciaram o "roubo do 13.º mês" através do Imposto Extraordinário! Mas descansem, pois não é para toda a gente! Este anúncio foi precedido de palavras reconfortantes, para dizer que apenas seriam penalizados os que auferissem para cima dos 485,00 euros, ouve quem suspirasse de alívio, porque felizmente o “corte não era para si", era só para quem ganhasse muito, não tendo a percepção que o capital fica isento de duas formas, baixos salários e benefício no que diz respeito a impostos de capital.
Segundo, anúncio dos aumentos de preços dos transportes públicos. São em média 15%, mas em certos casos o aumento percentual pode chegar quase ao dobro... Mais uma vez é preciso recordar a média salarial daqueles que usam este meio de transporte e voltar a salientar o salário mínimo, para ver como irá ser cada vez mais difícil fazer face ao dia-a-dia... tendo em conta aquilo que se avizinha!
Depois de tantos anos a aguentar com o Zé Sócrates, eis que temos outro zé, agora é o Cardeal Zé Policarpo, que tal como outro, nos vem tentar atirar com areia para os olhos, ao proferir palavras, que para além de serem uma verdadeira mentira, são igualmente um atentado à inteligências dos portugueses.
O senhor Cardeal Zé Policarpo, antes do mais devia ter recuado no tempo e lembrar-se que há bem poucos meses, houve um coro de vozes da Igreja que se insurgiu contra as medidas que iam sendo tomadas pelo Governo Socialista e que foram sendo agravadas a cada dia que passava. Todos se lembram que diziam mesmo, que a situação estava a ficar incontrolável, visto não poderem dar resposta a tantas solicitações de pessoas que se encontravam numa situação de desespero e que esta até se reflectia nas caixas das esmolas, visto as contribuições serem cada vez menos, devido à dificuldade originada pela política que estava a ser seguida.
Fernando Nobre é um homem que sempre admirei pelo seu empenho solidário e na sua constante ajuda aos mais carênciados. A sua obra na AMI é de facto notável a todos os níveis, não apenas nos momento de catástrofes, mas também no apoio que dá a muitos portugueses, vítimas das políticas erradas de alguns partidos...
Quando começaram a surgir os candidatos presidenciais, fui surpreendido pela sua presença e confesso que me causou alguma confusão mental, pois tratava-se de alguém que admirava, porque dava apoio a muitos que são vítimas do neoliberalismo.
Para além da sua presença entre os candidatos ao mais alto cargo da Nação, também tinha Francisco Lopes, o candidato apresentado pelo meu partido.
Mas logo no primeiro debate, que punha frente a frente, aqueles que fariam parte das minhas opções e simpatias, fui surpreendido por algumas frases que iriam acompanhá-lo durante toda a campanha e que deram alguns frutos...
Terminadas as eleições presidenciais, não resta outra alternativa aos eleitores, senão regressar ao seu dia-a-dia, uma vez que o sonho terminou.
Alguns dos candidatos transformaram durante 15 dias, as dificuldades em esperança, embora muitos já não acreditem, visto este ciclo se repetir de tantos em tantos anos, ...mas há sempre quem ainda acredite no “pai Eleitoral” e então lá vão indo no palavreado, preparado por alguns, para esses fins...
Muito se disse, durante a campanha, falou-se de crise, de ricos, de pobres, de trabalhadores, de pensionistas, também foram abordadas coisas menos claras e outras bem mais claras, visto o OE prever a transferência de verbas para salvar negócios levados a cabo por alguns entendidos da nossa praça, caso BPN e submarinos, etc., etc... sendo casos como estes que nos levam à situação difícil em que nos encontramos e que tenhamos que recorrer a empréstimos e leilões de dívida pública.
Após as eleições são feitas as contas, arranjam-se argumentos para tudo e mais alguma coisa, como o caso da elevada abstenção, há mesmo quem diga que muitas pessoas não foram votar, pelo facto de não terem sido devidamente esclarecidas ou porque se lavou demasiada "roupa suja" e as pessoas estão fartas?!?!
Então se estão fartas podiam e deviam mudar o seu voto, também ouve quem falasse de outros assuntos tão importantes como o focado acima, como por exemplo, da necessidade de voltarmos a apostar na produção nacional, da agricultura, das pescas e da indústria, foi o caso do candidato do Franscisco Lopes, que teve a ousadia de falar de coisas sérias, coisas que interessam a Portugal e aos portugueses, só não ouviu quem não quis e quem teima em votar de côr e (não) salteado, depois fazem de conta que foram surpreendidos pelos resultados.
Para além de só após as eleições é que se lembram que as coisas estão cada vez pior e que não é justo... é verdade não é justo, mas aqueles que votam em certa gente estão a passar (mais) um cheque em branco a quem assinou o OE para 2011 que agrava a vida das pessoas e retirada de direitos, arduamente conquistados....
Essas pessoas voltarão à realidade a partir de hoje, mesmo que não haja segunda volta, e que a sua não realização não irá trazer melhoria de vida aos trabalhadores e ao povo em geral, como de uma forma demagógica um candidato alertou, para os custos da 2.ª volta... não será esta decisão à primeira que trará mais felicidade. A ele(s) sim, porque não se falará mais em assuntos incómodos...
De uma coisa podemos ter a certeza, é que após estas eleições, tudo tenderá a piorar a não ser que os chamados vencedores passem à “luta” se é que esta palavra alguma vez fez parte dos seus “lindos” discursos... estou em crer que não!
Dois de Janeiro de 2011 será um dia grande para Rio Tinto, pois é a data em que o Metro irá dar entrada na vida desta cidade... e já não era sem tempo!
Gondomar foi o último Concelho da Área Metropolitana do Porto a receber este importante meio de transporte, que deixa naturalmente felizes os riotintenses, o caso não é para menos.
Agora há que encontrar os principais responsáveis pela sua vinda. Os candidatos são mais do que muitos, aquilo que não ousam divulgar, são os nomes dos responsáveis pelo atraso da sua chegada, pois ele estava prometido para o Euro 2004, tendo estado na agenda de Gomes, de Guterres, de Barroso, os mesmos que tiveram os meios, mas que provavelmente tomaram opções noutra direcção... coisa a que o Norte já está habituado...
A imprensa também dá uma ajuda, deixando mensagens de pessoas que não conhecendo Rio Tinto, nem nenhum dos seus problemas, lançam para o ar nomes dos possíveis heróis, como sendo os autores desta conquista, demonstrando desconhecimento, que são eles os principais culpados do muito atraso desta importante Freguesia, deste mesmo Concelho.
Muitos daqueles que vêm a Rio Tinto “à borla”, por estes dias e que provavelmente nunca mais cá porão os pés, "jamais" irão perceber que há mais vida para além do Metro, como por exemplo, concertar aquilo que o 21 de Dezembro de 2010 destruiu.
Muitos não saberão que o Orçamento de Estado para 2011, que foi aprovado pelo PS e PSD, também afectará esta cidade, os cortes orçamentais afectarão as autarquias e as juntas principalmente.
– Também em Rio Tinto?
– Sim!
– O mesmo onde vamos ter Metro... iremos deixar de ter Colónia Balnear, tudo por culpa de muitos daqueles que estarão nesta cerimónia.
É que no Plano e Orçamento para 2011 aprovado na Assembleia de Freguesia de Rio Tinto no dia 28-12-2010 (pelo PS claro), deixa de mencionar e apoiar a Colónia Balnear a que muitos já se tinham habituado. (são sempre os mais pequenos que pagam a crise)...
A partir de agora cabe aos progenitores explicar o motivo desta não ida à praia durante meia dúzia de dias, terão de explicar aos seus filhos, que tudo "é culpa do malvado do ex-presidente da Nasdaq, Bernard Madoff...", e "também da crise internacional", nada disto tem a ver com o caso BPN, nem com o dinheiro lá injectado, nem muito menos com a compra dos submarinos.
Melhor Ano de 2011!
Embora se tenha realizado no dia 21 de Junho não deixa de ser interessante que fale sobre a Sessão Solene realizada na Junta de Freguesia de Rio Tinto, que tinha como objectivo comemorar o 15.º Aniversário da passagem da Freguesia a Cidade.
Como costume, nesta iniciativa, tiveram direito a intervir todos os partidos que fazem parte da Assembleia de Freguesia.
De salientar que há várias coisas em comum entre os discursantes, todos fazem parte da Assembleia, todos foram eleitos em eleições livres e democráticas, todos o fizeram dentro daquilo que lhe confere o Regulamento.
Notou-se também uma convergência nos discursos, face às formas como esta cidade vem sendo tratada pela sede do Concelho
Promessas.etc., é testemunha disso mesmo, pois desde o BE, ao MRTC, passando pelo PSD, terminando no PS, todos alinharam pela mesma bitola, “Rio Tinto não evoluiu”; o “rio Tinto continua na mesma”; o “Plano Pormenor para Rio Tinto, está na gaveta e sem notícias”; o “não rebaixamento da linha do caminho de ferro, é um erro”, e “o esbulho de uma parte da Quinta das Freiras, é grave para a cidade”, etc., etc..
No entanto houve outra força politica que também falou, foi o representante da CDU, que fez a segunda intervenção da noite, dizendo ponto por ponto quase tudo que os outros disseram e mais... salientou o facto de uma Freguesia com mais de 60.000 habitantes ter de recorrer a entidades externas para promover os seus eventos e deu o exemplo de três que decorreram no Parque Nascente, uma privada, duas no âmbito das comemorações.
A sua chamada de atenção era precisamente para a falta de infra-estruturas na cidade...
Assim não entendeu, ou não percebeu o Excelentíssimo Presidente, que ao falar aos presentes, optou pelo sermão, aliás, como é sem timbre...
Fazendo uma critica directa à intervenção do eleito que se referiu ao Parque Nascente, dizendo: “que este, leu um texto manuscrito, e que possivelmente não tinha sido escrito por ele”.
Promessas.etc., ouviu e registou o momento pouco dignificante para a democracia. Tratou-se de um insulto não fortuito, pois foi feito por alguém que já nos habituou a “bojardisses”.
Ou talvez fruto das maiorias absolutas...