A mentira e a mistificação contra quem trabalha e contra as classes mais desfavorecidas é uma prática que dá muitos frutos e bons resultados a alguns senhores bem conhecidos desta pequena aldeia à beira-mar implementada.
Desde há muito que se começou com a tese de que os funcionários públicos eram uns “grandes malandros”, uma gente que ganhava tudo e mais alguma coisa!
Vai daí os tais senhores aproveitaram a boleia e começaram a retirar uma série de direitos, – que até estavam nos contratos – a fim de agradar aos que se preocupavam com tamanha (in)justiça, e desde logo passaram a ideia de que tirando a essa classe, quem iria ganhar seria o País e todos iríamos ver o nosso nível de vida melhorar e a nossa família seria muito mais feliz, precisamente porque o Estado iria distribuir por nós, o que se retirava aos outros.
Quase uma semana após a grande Manifestação levada a cabo pelas freguesias de Portugal, que serviu para dar mais um “nega” às políticas de regra e esquadro deste governo que segue à risca o que a tróica manda e ordena.
Certa imprensa desta vez não conseguiu esconder a imensa multidão – mais de 200 mil pessoas – que esteve em Lisboa, para demostrar a estes senhores – internos e externos – que as Juntas de Freguesia não são um local que serve apenas de relançamento de alguns "políticos", que depois se acomodam nas cadeiras do poder e do Parlamento, não mexendo um palha em prol da terra que os elegeu e que em muitos casos os viu nascer.
Domingo, dia 25, será dia de mais uma Caminhada pelo Rio Tinto, que já vai na 5.ª edição…
Se por um lado é um bom sinal, pois é a prova da vitalidade de um conjunto de pessoas que teima em não virar a cara à luta e que continua organizar eventos de interesse geral para a comunidade… por outro, fica a preocupação de quantas mais caminhadas terão que ser feitas, para que as entidades responsáveis tomem as medidas necessárias e respondam de forma positiva aos problemas do rio Tinto?
O Boavista recebeu, esta terça-feira, uma notificação do Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa considerando nula a reunião do Conselho de Justiça da FPF que confirmou a sua despromoção à Liga de Honra.
O clube do Bessa não perdeu tempo e já começou a preparar a próxima época, onde voltará a competir com os grandes clubes nacionais.
Já foram contratados alguns nomes sonantes nacionais e internacionais e outros estão na calha para alvergar a camisola do “xadrez”, como é conhecida no País e no estrangeiro.
Uns já terão assinado, outros estão em "processo" de contratação…
Vamos então conhecer os novos craques.
Os preços dos transportes públicos de passageiros aumentam a cada dia que passa, tornando-se cada vez menos acessíveis para muita gente…
De facto o Governo não tem sido nada meigo para com os utentes, em menos de um ano, já vai em três aumentos e o último entrou em vigor a 1 de Fevereiro. Há títulos com aumentos de preços que ultrapassam os 55% e até mais. No entender dos "governantes" estas medidas visam combater o défice (mais um) de mais de 16.700 mil milhões de euros que estas empresas foram acumularam ao longo de vários anos.
Já há muito tempo que se fala no défice das empresas de transportes, mas nunca se disse a verdade e o porquê desses números. Não se diz, mas eles sabem quais as causas, mas o melhor é que fiquem no segredo dos Deuses, não vá o povo tirar ilações e ficar a saber quem são os verdadeiros culpados…
…mas “não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe”, assim finalmente tivemos notícias, graças ao JN/DN que publicaram e nos deram algumas dicas, e os culpados são: Os trabalhadores! Tinha que ser!
Na passada 2.ª-feira publicaram por empresas, todas as "regalias" desta gente, extremamente perigosa. Regalias essas, que para além te terem lançado as empresas de transportes nessa grave situação, poderão vir a ser culpabilizados pela crise que o País atravessa!
Recebi um mail, enviado por um amigo de longa data, que continha uma prosa. Não sei se se tratava de um recado?, ou se seria um alerta?, no entanto achei que o devia publicitar, na medida em que estou de acordo com que o poeta deixou escrito.
O texto é a verdade pura e dura no que diz respeito à reacção que não se vê por parte de alguns portugueses. Digo alguns, porque há muitos que lutam e lutam com as armas que tem ou com os meios que lhes deram, que podem ser interpretados e depois usados de várias formas.
Diz o seguinte
“É um fenómeno curioso:
O pais ergue-se indignado, moureja o dia
inteiro indignado, come, bebe e diverte-se
indignado, mas não passa disto.
Falta-lhe o romantismo cívico da agressão.
Somos, socialmente uma colectividade
pacífica de revoltados”
Miguel Torga
...e é verdade Miguel Torga!
A STCP veio agora anunciar, que o passageiro que foi distinguido na Semana da Mobilidade, era carteirista.
O anúncio do sucedido, foi feito durante uma acção de sensibilização, precisamente para alertar os passageiros daquele serviço de transporte, para o furto de carteiras, que acontece regularmente.
A notícia que foi publicada no JN "Melhor cliente da STCP era carteirista", serviu também para lançar uma campanha “Operação Festas Felizes” que agora teve início ...mas que termina "já" no dia 1 – presumo que seja 1.º dia de Janeiro de 2012?
Melho dizendo, a partir desse dia e nos restantes dias do ano os “carteiristas do governo” terão toda a liberdade para dar continuidade ao seu "trabalhinho", dando assim seguimento a aumentos, tal como fizeram durante o ano que vai terminar dentro de dias.
Os utentes dos transportes públicos, durante o período em que não houve "dispositivo reforçado", foram assaltados duas vezes, uma em Janeiro, bem acima da inflacção e outra em Agosto último, que se cifrou em mais de 15%, agora como estamos na época de Natal os aumentos pararam, ...para que os pobres tenham uma folga e canalizem do pouco que têm para a compra de uns “pacotes” de massa ou açúcar para os restantes pobres... mas logo a seguir ao dia 1 de 2012, o tal dia em que termina a dita “Operação”, lá virão novamente os carteiristas retomar o seu "serviço"... mas não serão os carteiristas do costume, ...são os outros! São aqueles que nos assaltam em directo – perante as câmaras de televisão e da restante imprensa escrita e falada... – esses que não se escondem para anunciar aumentos, que mais parecem roubos, estes é que são os verdadeiros artistas.
Ou seja, durante o resto do ano, podemos ser assaltados de todas a maneiras e feitios, mas no período do Natal a coisa muda de linha...
Foi aprovado o Orçamento de Estado para 2012 e por tudo o que já chegou ao meu conhecimento e a todos os portugueses, nada de bom nos espera para o próximo e anos seguintes, visto nele nada constar para que haja crescimento económico, bem pelo contrário, Portugal irá ficar mais pobre, mais dependente da boa vontade dos que dizem que nos estão a “ajudar”.
A oposição a estas políticas ficou-se pelos mesmo do costume, que, e muito bem reclamam que este OE é injusto e não tem equidade na distribuição dos sacrifícios, impostos àqueles que já pouco têm e com a entrada em cena da coligação da direita, tem vindo a perder o resto que tinham em que se inclui a esperança, que será uma miragem ao alcance, apenas de alguns.
Os ordenados dos portugueses não acompanham a evolução dos preços, seja no que diz respeito aos produtos de primeira necessidade, seja em relação a outros artigos e serviços que precisamos diariamente, é o caso dos transportes, a saúde e educação.
Mesmo depois desta constante desvalorização, ainda há quem defenda ainda mais a redução dos salários em nome da competitividade, o que já irá acontecer proximamente, uma vez que poderemos vir a trabalhar mais ½ hora diária, ...à borla, o que faz baixar o salário.
Esta semana chegou-me aos ouvidos uma história contada por um amigo, referente a alguém que comprou um frigorífico numa casa de referência da cidade onde vivemos.
A sua compra foi decidida em família, influenciado pela leitura de um folheto daqueles que nos colocam todos os dias na caixa do correio, mesmo que lá tenha o rótulo a dizer “Aqui publicidade não”.
Assim, a decisão foi tomada recorrendo ao voto familiar, composta por quatro pessoas, a mãe Maria de seu nome, o António era o pai, mais dois filhos, a Paula e o Paulinho. Os pais votaram a favor da compra, já os dois filhos, não estiveram de acordo, votaram contra, estavam perante um empate técnico, mas o António, usou de um trunfo que estava arrumado num quarto distante, tratava-se de alguém que “não contava para o totobola”, senão em momentos especiais, tratava-se da avô Mila – uma espécie de Golden Share – que o chefe de família apenas chamava e usava quando não tinha a maioria a seu lado, mesmo assim a avô Mila optou por se colocar do lado dos mais velhos... e mais uma vez confiou nas promessas do António...